Vão nascer 124 novas habitações para arrendamento acessível em Campanhã
A construção do empreendimento “Jardins do Oriente”, no modelo “build to rent”, é financiada pela seguradora Ageas. Câmara do Porto vai arrendar as habitações durante, no mínimo, dez anos. Preços devem oscilar entre os 535 euros para T0 e os 950 para os T3.
O empreendimento “Jardins do Oriente” são localizados na Rua de Bernardim Ribeiro, em Campanhã. Foto: Maria Saraiva Brandão
Arrancou a construção do primeiro projeto “build to rent” de grandes dimensões em Portugal. Quando estiver pronto, o projeto “Jardins do Oriente”, na Rua de Bernardim Ribeiro, em Campanhã, vai dar origem a 151 novas habitações – 124 para arrendamento em regime de habitação acessível e 27 para venda. Os imóveis de tipologia T0, T1, T2 e T3 vão poder ser arrendados com preços que vão dos 535 aos 950 euros.
O empreendimento foi inteiramente financiado pela empresa de seguros Grupo Ageas. A Câmara do Porto vai ser “inquilina” da seguradora e vai depois subarrendar os apartamentos.
O município vai assegurar o arrendamento dos 124 fogos durante um período de dez anos, com possibilidade de renovação. Os preços praticados são os mesmos que serão pagos ao Grupo Ageas. O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, considera que esta é “uma solução que beneficia toda a gente”, mobilizando “investimento privado sem comprometer a sustentabilidade financeira do município”.
Esta solução tem em vista facilitar o acesso à habitação das famílias de “classe média e classe média baixa”, aumentando a oferta a preços “abaixo daquilo que está a ser praticado pelo mercado”, explicou o autarca durante a cerimónia de lançamento da primeira pedra do projeto, esta sexta-feira (6).
Nos casos em que for necessário, o município poderá subsidiar os inquilinos, através do programa Porto com Sentido, com apoios que podem atingir os 50% do valor da renda.
Pedro Duarte tem a expectativa de que as obras estejam concluídas nos próximos dois anos. Os prazo das candidaturas para os interessados nas novas habitações ainda não foram definidos.
Esta parceria, que foi iniciada pelo executivo anterior, é a primeira deste género na cidade e no país. Pedro Duarte avança que a Câmara do Porto já se encontra em contacto com possíveis investidores para que possam “eventualmente replicar este modelo”, reforçando que tem o objetivo de, durante o seu período de mandato, “quadruplicar o número de oferta de habitação acessível na cidade”.
Luís Menezes, líder do Grupo Ageas Portugal, afirma que a seguradora está recetiva a “fazer mais parcerias deste género no resto do país, assim haja vontade, terrenos, parceiros e projetos que possam ter as rentabilidades mínimas necessárias”.
Originalmente publicado a 09/03/2026 no JPN (JornalismoPortoNet).