Metro do Porto altera horários devido a greve da CP

Metro do Porto reduz frequência de todas as linhas devido à greve dos serviços de manutenção da CP. As alterações entraram em vigor esta quarta-feira (11).

Metro do Porto não tem previsão para o regresso dos horários normais. Foto: Bárbara Sequeira Pinto/JPN

Os horários de todas as linhas da Metro do Porto foram ajustados na sequência da greve dos serviços de manutenção da CP – Comboios de Portugal, também responsável pela manutenção dos veículos da metro. A atualização entrou em vigor na manhã desta quarta-feira (11).

Num comunicado enviado às redações, a metro confirmou as alterações na circulação e esclareceu que as mudanças vão “ao encontro das possibilidades existentes a nível de oferta”.

De acordo com a empresa, as principais alterações verificam-se na Linha Violeta (E), com supressão de viagens a partir da Trindade e com direção ao Aeroporto. Assim, as partidas passam a realizar-se a partir do Estádio do Dragão, de 30 em 30 minutos, com veículos duplos.

A Linha Verde (C) passa a circular até ao Estádio do Dragão, com frequência de 15 minutos e composições duplas nas horas de maior afluência. Também a Linha Azul (A) e a Linha Laranja (F) passam a operar com frequência de 15 minutos ao longo de todo o dia.

Já a Linha Amarela (D) mantém maior regularidade no eixo principal entre o Hospital de São João e Santo Ovídio, com frequência de seis minutos entre as 07h00 e as 20h00, e de 12 minutos na extensão até Vila D’Este.

Em declarações ao JPN, a Metro do Porto sublinhou que não tem previsão para o regresso à normalidade, uma vez que a resolução do condicionamento do serviço de manutenção da CP não depende da empresa.

Sindicato prolonga greve até chegar “a bom porto”

A greve dos funcionários da manutenção da frota, convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Metro e Ferroviários (STMEFE), teve início no dia 8 de janeiro. Entre as principais reivindicações está o aumento das horas de trabalho semanais anunciada pela CP.

Bruno Oliveira, representante do STMEFE, defende que o aumento da carga horária poderá provocar maior “desgaste dos trabalhadores”, colocando em causa a “qualidade e segurança do serviço”. O dirigente sindical garante que a paralisação vai ser mantida até que as reivindicações sejam atendidas: “Ainda não chegamos a bom porto”, vincou.

Segundo o representante, devido à greve “já existem muitos veículos fora de serviço” e, para colmatar essa falta, “a oficina está a pôr em circulação veículos que não se encontram nas melhores condições”.

A CP num primeiro momento remeteu respostas sobre constrangimentos da operação para a Metro do Porto. Já esta quinta-feira (12) numa resposta enviada ao JPN, esclareceu que “todos os veículos em circulação cumprem escrupulosamente o ciclo de manutenção em vigor aprovado”, desmentindo “de forma categórica” as alegações do sindicato.

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