De abril a novembro, a “Rota das Árvores” explora o património arbóreo do Porto
Na quarta edição da Rota das Árvores, os portuenses são convidados a explorar o património arbóreo da cidade. A primeira atividade está prevista para dia 18 de abril.
A primeira visita guiada da “Rota das Árvores” passa pelos jardins do Palácio de Cristal, pela Quinta da Macieirinha e pela Casa Tait. Foto: Portuguese Eyes/Vítor Oliveira (Creative Commons Attribution 2.0)
A iniciativa “Rota das Árvores” vai percorrer o património arbóreo do Porto. De abril a novembro, está prevista uma visita por mês — todas elas ao sábado e dinamizadas por especialistas — a alguns dos espaços verdes da cidade.
Sob o mote “Venha, vamos visitar os jardins da Expo de 1865”, a primeira rota — agendada para o dia 18 de abril, às 14h30 — tem como ponto de encontro os jardins do Palácio de Cristal. O percurso vai passar pela Quinta da Macieirinha, onde “uma casa, um jardim e um ancião privaram com um rei exilado, num terraço de buxos e rosas”, pode ler-se numa nota divulgada pela autarquia. Este percurso com vista para o Douro levará também os participantes até aos jardins da Casa Tait, de forte influência britânica, que albergam camélias, tulipeiros-da-Virgínia e uma magnólia-de-flores-grandes.
A segunda rota também já foi anunciada. Será no dia 16 de maio, e começa junto à Casa-Museu Marta Ortigão Sampaio. Depois de explorarem os jardins da habitação — nunca estreada — da sobrinha de Aurélia de Sousa, os participantes vão descer à Praça Mouzinho da Silveira (Rotunda da Boavista), seguindo depois para o Cemitério de Agramonte.
Nos meses seguintes, estão agendadas visitas a outros território da cidade, tal como o Passeio Alegre, a Asprela, a Cordoaria e São Roque. Ao todo, vão decorrer oito rotas em 2026, e há mais oito previstas para 2027, de janeiro a abril.
A organização do projeto é da responsabilidade da Câmara Municipal do Porto, no âmbito do projeto FUN Porto – Florestas Urbanas Nativas no Porto e da Futuro – 100 Mil Árvores na Área Metropolitana do Porto. De acordo com Catarina Araújo, vice-presidente da autarquia, esta iniciativa “propõe uma aproximação concreta e sensível à natureza urbana, valorizando o património arbóreo”, numa altura em que “as cidades se repensam face aos desafios climáticos e ambientais”, refere em nota.
A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição, através da Eco Agenda. Os formulários abrem 11 dias antes de cada atividade. Cada sessão é limitada a 25 participantes.