Carros vão deixar de circular na Praça da Batalha aos fins de semana

Decisão de tirar as portagens da CREP está tomada, com efeitos a partir de março. Operação do Metrobus vai arrancar no final de fevereiro, confirmou Pedro Duarte.

Pedro Duarte faz balanço dos primeiros 100 dias de mandato. Foto: Maria Saraiva Brandão/JPN

A partir de março, a circulação de veículos na Praça da Batalha vai estar interdita aos fins de semana, anunciou o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, esta quinta-feira (12), durante a conferência de imprensa a propósito dos 100 primeiros dias de mandato. O presidente fez um balanço das principais medidas implementadas até agora.

A proibição de trânsito na Batalha faz parte da fase de testes das novas “zonas pedonais temporárias” que a autarquia quer implementar. O autarca avançou que “o objetivo é testar o impacto e a adesão dos cidadãos”. Ainda não foram divulgadas as outras áreas em que se tenciona proibir a circulação.

Também no tema da mobilidade, Pedro Duarte confirmou que a decisão de retirar as portagens da CREPjá está tomada e que entra em vigor no dia 1 de março. Esta medida tem em vista despromover a circulação de veículos na Via de Cintura Interna (VCI), bem como a proibição de passagem de pesados na VCI, que também deve entrar em vigor em março – “pelo menos durante o período diurno” -, antecipou o presidente, que considera que a questão da VCI é um “problema estrutural”.

Na mesma conferência, Pedro Duarte confirmou ainda que o Metrobus da Boavista vai entrar em funcionamento até ao final de fevereiro, cumprindo o prazo que tinha sido apresentado pela Metro do Porto.

O autarca considera que o atual plano para a operação do Metrobus é a “solução possível” dado o ponto de situação em que o tema foi entregue ao executivo municipal. No entanto, reitera a sua opinião negativa relativamente a este Metrobus.

Quanto à gratuitidade dos transportes públicos para todos os portuenses, Pedro Duarte tem a expectativa de que a medida entre em vigor antes de 5 de novembro, dia em que completa um ano de mandato. No entanto, mantém como promessa o prazo limite de 1 de janeiro de 2027.

À margem do encontro, as obras das novas linhas do metro também foram mencionadas. O presidente da Câmara diz que já tem o calendário das obras da Linha Rosa – que vai ligar a Casa da Música a São Bento -, e que é esperado que todas as obras de superfície estejam prontas em julho.

Depois de uma campanha focada na segurança, e como já tem feito ao longo do seu mandato, Pedro Duarte sublinhou as medidas de reforço que têm sido aplicadas na cidade. O presidente afirmou que “o Porto não tem problemas de criminalidade violenta, mas tem problemas relacionados com a pequena criminalidade”, afetando o bem-estar dos portuenses.

Como exemplo de “medidas efetivas” já tomadas, o autarca enumerou a contratação de mais 80 polícias municipais e a instalação de 117 novas câmaras de videovigilância na cidade. O executivo municipal está a equacionar a instalação de mais 50 câmaras na freguesia de Ramalde, a terceira fase do programa.

Pedro Duarte avança ainda que já está agendada a terceira reunião do Conselho Municipal de Segurança e que o plano de iluminação pública está na fase final de design.

Oposição aponta críticas ao novo executivo municipal

Numa nota enviada às redações, esta sexta-feira (13), o vereador do Chega da Câmara Municipal do Porto, Miguel Corte-Real, critica o executivo: “100 dias depois, [Pedro Duarte] não conseguiu ainda responder o que vai acontecer às linhas da STCP que usam a Avenida da Boavista”. Segundo o vereador, no que toca à mobilidade, com o novo executivo “tudo ficou igual ou um pouco pior”.

O JPN tentou contactar o vereador do Partido Socialista (PS), Manuel Pizarro, para ouvir a posição do partido, mas sem sucesso até à publicação do artigo.

Originalmente publicado no jornal JPN, a 13/02/2026.

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